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Opiniões e Devaneios

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O Que Penso

Imagem: Eu Amo Leitura

Tenho pensado muito. E seria estranho se dissesse que alguma vez isso aconteceu poucas vezes. Diversas circunstâncias tem me deixado levar a vida de forma mais simples. 

Esses mesmos fatos tem feito com que outras fiquem para trás. Um dia a gente entende. No outro, largamos sem medo. E assim vamos adquirindo sabedoria e paz. Porque essas são as metas de hoje para todos os dias. Não precisamos de dependência para saber o que é melhor para nossos passos, a não ser que estejamos falando de Cristo... Isso é uma maravilhosa e importante exceção. 

De fato, Dele que precisamos para sermos verdadeiramente felizes. Outro ou Outra, não. É bem mais eficaz deixar a borboleta completar sua metamorfose lentamente, do que acelerar o processo e vê-la linda, superficialmente, e presenciar sua morte pouco tempo depois. 

Nada fácil. Palavras só precisam de elos para que formem um sentido verídico, pratica-las linearmente como em um texto, eis a dificuldade. Amar é, e continuará a ser um verdadeiro exercício de Fé. Chega ao final da luta quem esperou orando e não quem balbuciou gírias demais. No caso da solidão, ah!! Não há afeto maior que aquele por nós mesmos. Mas alto lá!! 

Essas não são palavras de quem entende do assunto. São frases ditas de uma mente que como qualquer outra, reflete por demais. A interpretação é por sua conta!!

Autora: Heloisa Leando
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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Nossas Crianças


“E vós ouvireis falar de guerras e rumores de guerras, todavia não vos desespereis, porque é preciso que tais coisas ocorram, mas ainda não será o fim.  Porquanto, nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares.  Contudo, esses acontecimentos serão apenas como as primeiras dores de um parto. ” Mateus 24:6 a 8

O que este trecho descreve é exatamente o que vivemos hoje, para os céticos se trata apenas o que os povos antigos vivenciavam e relataram, hoje as coisas estão apenas se repetindo, mas de qualquer forma a pergunta que precisamos nos fazer é: Se assim for, porque não aprendemos nada com os fatos passados e ainda repetimos os mesmos erros?

Muitas vezes não podemos mudar os acontecimentos, mas podemos agir de forma diferente diante deles, ser mais solidária dentro de um quadro tão trágico como este.

Crianças perdendo suas identidades, suas referencias, seus lares, familiares e suas inocências, estes problemas não se tratam apenas de governos, mas de pessoas que podem fazer a diferença e não fazem.

Se isto tudo é necessários ou não que passamos, a realidade é que podemos amenizar a dor de muitas destas vítimas através de ações simples de carinho e amor.

Como podemos ajudar e o que devemos fazer, cabe a cada um procurar por si e fazer o que seu coração mandar. Procurar entender a situação e não se conformar com estas tragédias apenas lamentando enquanto estamos sentados no sofá da sala em breves momentos durante os noticiários internacionais.

Estas crianças precisam de tudo, coisas do nosso dia a dia que não damos importância, mas que para elas é um recomeço, uma oportunidade.



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Porteiro do Puteiro

Uma história verídica, que traz lição para todos!
Não havia no povoado pior emprego do que ‘porteiro da zona’.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor, balbuciou – Mas eu não sei ler nem escrever.
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Dito isso, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar, já que…
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bem.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem, de mula.
- Façamos um trato – disse o vizinho.
Eu pagarei os dias de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras.
Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que já havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele.
Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam os pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc …
E após foram os pregos e os parafusos…
Em poucos anos, ele se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.
Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e disse:
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha, disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O Senhor? disse incrédulo o prefeito. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder, disse o homem com toda a calma: – Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO.
Então diga seu nome para que possamos escrever ao menos na ata. Meu nome é Valentin Tramontina, respondeu ele.
Essa história é verídica, e refere-se ao grande industrial Valentin Tramontina, fundador das Indústrias Tramontina, que hoje tem 10 fábricas, 5.500 empregados, produz 24 milhões de unidades variadas por mês e exporta com marca própria para mais de 120 países – é a única empresa genuinamente brasileira nessa condição. A cidadezinha citada é Carlos Barbosa, e fica no interior do Rio Grande do Sul.
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
As adversidades podem ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água: ‘A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna’.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Lendo Por Ai

Hoje, em minha hora de descanso, estava “foleando” as páginas da internet quando me deparei com uma matéria que me chamou a atenção.
Falava sobre a opinião de uma personalidade brasileira de nome Astrid Fontenelle. Por morar em Portugal não conheço seu trabalho na televisão brasileira, mas me chamou atenção suas afirmações, segundo o site, sobre comportamento.

Ela dizia que: “Não é que você precisa orientar a menina a não usar roupa curta, não beber, se dar o respeito, mas sim ensinar o menino a respeitar a mulher, independente do comportamento dela”.  (Extraído do site UOL, link no final do texto)
Minha opinião sobre este assunto está longe de ser machista, leiam com a mente aberta sem julgamentos precipitados.

Que o jovem (menino), precisa ser educado para respeitar sob qualquer circunstância, não há dúvidas, aproveitar-se de uma situação ou da vulnerabilidade de uma menina, mesmo interpretando como favorável é, no mínimo, ser mal caráter.
Apesar disto, entendo que o respeito deve andar junto com a decência, ambos são requisitos importante para se educar, seja para o menino quanto para menina.

Vejo situações de meninas nas ruas com saias curtas e sua preocupação é ficar puxando para baixo com medo que apareça mais do que se deve. Fico a pensar, se este medo existe, por que usar algo tão curto?
Esta é uma pergunta retórica, porque a algum tempo já desisti de entender, mas apenas aceitar a situação.
Bom, como homem, jovem e hétero, deveria estar defendendo este costume de algumas meninas, afinal é bonito de ser ver, mas aí entra a questão do respeito que mencionou a sra. Astrid.

Minha educação me favoreceu a respeitar sempre, e por isto questiono o porquê algumas delas usam roupas assim, não se trata de critica-las, mas posso manifestar a minha preferência.
Sou do tipo de homem educado que prefere pessoas mais recatadas no vestir, que ainda preserva o mistério do seu corpo e consegue seduzir sem provocar os instintos masculinos.
Ainda em cima do que penso, acho que certas roupas tiram a espontaneidade da mulher, que evitam certos movimentos porque estão "enclausuradas" em pequenos panos que podem mostrar o que não deveria aparecer.
Isto em minha visão de homem, posso estar falando do que não sei, mas certamente ambos precisam de atitudes como o respeito e a decência.
Muitas meninas, em meu ponto de vista, exageram no vestir, talvez seja uma questão de observarem se não estão a faltar com respeito a sua própria pessoa. Não apenas na questão das vestimentas, mas em muitas atitudes também.
Para que fique muito claro, em minha opinião nada justifica a violência sexual, mesmo que o agressor se sinta provocado.

Não é um alerta exclusivo para as meninas, mas para ambos, já que muitos perderam a noção de como se comportar em público.
Quando digo que as meninas precisam observar este detalhe, não quero dizer que devam fazer isto por causa das opiniões ou atitudes alheias, mas por elas mesmas, é saudável para o seu ego andar com roupas curtas correndo o risco de mostrar mais do que deveria?

Esta resposta não é necessária ser dada para este "careta" que vos escreve, mas cada uma de vocês, meninas, pensem nisto e respondam a si, afinal é a sua opinião que vale nesta questão.
Por outro lado, meninos, o respeito é um dever que precisamos carregar para toda vida, somos donos apenas do nosso corpo e responsáveis por nossas atitudes. Como as meninas se vestem ou deixam de se vestir é de responsabilidade delas, podemos ter nossas opiniões, mas devemos guarda-las para nós.
Afinal não são as vestes que definem uma pessoa, as aparências não formam avaliações definitivas de caráter. Olhar e admirar é permitido, mas sem emitir opiniões ou agir de forma impensada.

Todas merecem respeito, independente das atitudes. Andar nas ruas com roupas curtas, beber ou não se dar ao respeito como mencionou a sra. Astrid, é irrelevante quando se trata de respeita-las.  A questão que fica para que as próprias meninas respondam internamente, é se isto tudo é saudável para sua própria formação pessoal. Neste caso, o que nós homens pensamos não é importante.





Ajude-nos a divulgar os nossos textos utilizando os "quadradinhos" abaixo para compartilhar. "Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por ideias."
Mário Vargas LIosa

Link para matéria referida da UOL


terça-feira, 21 de julho de 2015

Lista Cronológica com os Melhores Textos

Segue alguns links de textos, ainda existem outros a serem relacionados, esta página está em construção.


Difícil Sentimento - (As vezes temos a impressão de que não somos capazes..)
O que o Dia Seguinte nos Trás  - (E o dia amanheceu como se fosse o dia seguinte, ..)
Desculpas  - (Quero te pedir desculpas porque talvez não te entendi, ou talvez ..)
Poder do Ciúmes - (Fala-se muito do ciúmes e sente-se mais ainda ..)
Entre o Nascer e o Morrer  - (Feorge Santayana escreveu: "Não há cura para o..)
A vontade Aparece  - (Embora falar sobre psicologia sempre parece ser um assunto.)
Mentira da Traição  - (O dito popular afirma: quem nunca foi, está ou um dia será!..)
O ciúmes  - (Para falar sobre ciúmes é interessante refletir na frase de Miguel de Cervantes:..)
Razões do Coração  - (O coração tem razões que a própria razão desconhece...)
Cuidado com a Tristeza  - (No ano de 1989 o grupo de rock Legião Urbana lançava a música...)
O Valor da vida  - (cada dia mais as pessoas analisam a vida que levam, as situações..)
Um longo Aprendizado - (E de repente vejo-me com o coração mais leve, satisfeito com..)
Os Conquistadores - (Era uma vez um vasto país governado por um General...)
Sempre Será Primavera - (Mas no final das contas nem era primavera. Era uma camisa florida..)
Meus Sonhos Contigo - (Sonhei que estavas em perigo e fui correndo te salvar...)


Todos os textos são registrados na Biblioteca Nacional e protegido pela lei de nª: 009610 de 19/02/1998. Sua reprodução só poderá ser feita mediante autorização.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Já Visto

O caso extraordinário de um britânico de 23 anos que há oito anos tem experimentado episódios de déjà vu com grande frequência tem intrigado médicos e cientistas.
E a suspeita de um grupo de pesquisadores do Reino Unido, França e Canadá é que o problema tenha sido desencadeado por um excesso de ansiedade.
Déjà vu (que significa "já visto" em francês) é a expressão usada para descrever aquela sensação de que você já esteve em determinado lugar ou já fez a mesma coisa antes, ainda que o senso comum lhe garanta que isso não é possível.

Pesquisas indicam que cerca de dois terços das pessoas experimentam essa sensação pelo menos uma vez na vida, mas se sabe muito pouco sobre suas causas.
O jovem britânico com déjà vu crônico chegou a ter de evitar assistir televisão, ouvir rádio ou ler jornais, porque ele sempre sentia que já tinha se deparado com aquelas histórias antes.
Segundo Chris Moulin, neuropsicólogo cognitivo da Universidade de Bourgogne que está envolvido no estudo do caso, o jovem tinha um histórico de depressão e ansiedade e uma vez usou a droga LSD na universidade, mas era completamente saudável.
"Ele ficou completamente traumatizado com essa sensação constante de que sua mente está brincando com ele", diz Moulin.

Segundo o neuropsicólogo, a sensação de que o paciente está revivendo experiências pode durar alguns minutos - às vezes até mais.
"Certa vez ele foi cortar o cabelo e, quando entrou na barbearia, teve um déjà vu. Em seguida, teve um déjà vu do déjà vu. E já não conseguia mais pensar em outra coisa."
O britânico diz ter a sensação de que vive preso em um túnel do tempo. E quanto mais angustiado fica, maior parece ser a frequência de suas crises.
Segundo os pesquisadores, nas tomografias e exames de seu cérebro, tudo sempre pareceu normal, sugerindo que a causa do déjà vu constante provavelmente é mais psicológica que neurológica.
"Esse caso não é suficiente para provar que existe uma ligação entre ansiedade e a sensação de déjà vu, mas ele indica que seria interessante estudar mais a fundo essa relação", diz Moulin.
Ao contrário dos problemas de memória, o déjà vu parece ter maior incidência entre pessoas jovens.
De acordo com uma pesquisa coordenada por Alan Brown, da South Methodist University, em Dallas, as pessoas costumam experimentar a primeira sensação de déjà vu aos seis ou sete anos.
A frequência dessa sensação costuma ser mais alta entre os 15 e 25 anos - e diminui depois dessa idade.

Teorias
Há várias teorias que tentam explicar as causas do déjà vu.
Akira O'Connor, psicólogo da Universidade de St Andrews, por exemplo, acredita que, na maioria dos casos, a sensação está ligada a uma espécie de "falha de ignição" momentânea nos neurônios no cérebro, que criaria conexões falsas.
"O déjà vu pode ser uma espécie de tique do cérebro. Da mesma forma que temos espasmos musculares ou contrações das pálpebras de vez em quando, pode ser que, às vezes, a parte do cérebro responsável pela memória e sensação de familiaridade tenha uma pequena convulsão", diz O'Connor.

Isso ajudaria a explicar por que o que déjà vu é mais frequente entre pessoas que têm epilepsia ou algum tipo de demência.
Outra teoria, desenvolvida pela professora Anne Cleary, da Colorado State University, é que a sensação seria causada pela existência de algo genuinamente familiar no entorno de quem a experimenta - como o formato de uma estrutura ou a disposição dos móveis de uma sala.

Para testar sua hipótese, Cleary desenvolveu um jogo de realidade virtual computadorizado chamado "Deja-ville", em que as pessoas navegam por cenários semelhantes.
A natureza fugaz e espontânea do déjà vu faz com que seja muito difícil estudar o fenômeno em laboratório, segundo os pesquisadores.
"Os métodos para se tentar induzir um déjà vu ainda são bastante incipientes", diz O'Connor.
"Nós usamos a hipnose e testes que envolvem listas de palavras. Outro método é chamado de 'estimulação calórica'. Consiste em esguichar água morna nos ouvidos das pessoas."

O´Connor explica que, inicialmente, esse método foi criado para o tratamento de outros problemas, como vertigem, mas os cientistas perceberam que um efeito colateral comum era justamente o déjà vu.
"Acredita-se que isso ocorra porque o canal do ouvido é próximo ao lobo temporal, que pode ser responsável por essa sensação", diz ele.

Incidência
Não se sabe quantas pessoas sofrem de déjà vu crônico, mas Moulin diz já ter encontrado casos semelhantes ao do jovem britânico - inclusive alguns pacientes que insistiam que já o conheciam em função do problema.
"Eles me cumprimentavam como um velho amigo, apesar de nunca terem me visto antes. Alguns falaram comigo por Skype, estavam do outro lado do mundo, mas ainda assim tinham essa sensação", conta ele.

Segundo Christine Wells, da Sheffield Hallam University, desde que a história do jovem foi publicada nos jornais britânicos mais pessoas estão procurando ajuda de especialistas dizendo ter o problema.
"Recebi mensagens de pessoas que vivem na Austrália e nos Estados Unidos. Trata-se de uma condição rara, mas há de fato pessoas que dizem que têm ou tiveram a mesma coisa - ou conhecem alguém com o problema."
Para Wells é necessário estudar mais a fundo esse fenômeno. Mas também há quem defenda que ele não é assunto para a ciência.
"Já recebi cartas de pessoas que acham que o déjà vu é algo espiritual e citam a Bíblia e o Alcorão", diz O'Connor.
"Alguns acreditam que eu não deveria estudar isso. Dizem que 'explicar o arco-íris estraga a sua beleza'. Pessoalmente, sempre gostei de ter um déjà vu - e tentar descobrir o que causa essa sensação apenas torna essa experiência mais bonita."

Matéria extraída na integra do site G1

terça-feira, 16 de junho de 2015

O Pote Rachado

Defeito ou qualidade?
 Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade. 
Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.  Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.  
Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:  
- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas. 
- Por quê?, perguntou o homem. - De que você está envergonhado?
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote. 
O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.  
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote: 
- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado do caminho??? Notou ainda que a cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava??? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.
Autor desconhecido

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Esse é Meu Plano para Nós Dois


– Você tem um plano?
– Um plano?
– É, você sabe, pra fazermos isso dar certo… Você e eu…
– Aaah… Sim, tenho.
– Ah é?! Qual? – ela diz, se virando em minha direção com olhar de quem desafia
– Sermos felizes hoje.
– Só hoje?
– Sim.
– E amanhã?
– Amanhã… Bem, amanhã repetimos o mesmo plano. E depois de amanhã também…
– E se algum dia esse seu plano falhar?
– Só vai falhar se um de nós não se esforçar em seguir o plano, não nos dedicarmos um ao outro, faltarmos com transparência, com respeito… Essas coisas.
– Tá, mas, sei lá, digamos que, por algum motivo qualquer, um de nós falhe nesse seu plano brilhante, o que acontece?
– Hum, não tinha pensado nisso. Neste caso, entra em ação o plano B – Ela ri, divertida e querendo ver onde isso vai chegar
– Você nem tinha pensado nisso e agora tem até um plano B?
– Sim. Sempre há um plano B. E este é tão brilhante quanto o plano A – Respondo contendo o riso e entro na brincadeira dela
– E, só por curiosidade, qual seria o plano B?
– Simples: aceitaremos mutuamente nossas falhas e, aquele que falhou em se esforçar no plano A, se compromete a dar mais valor à felicidade do “hoje” e a fazer melhor que jamais fez.
– É, acho que são mesmo planos brilhantes – Sentencia ela com um sorriso discreto e se recostando de novo em meu peito
(…)
– E… O que seremos?
– Tolerantes? – Respondo em tom de brincadeira
– Seu bobo, você entendeu… Amigos, companheiros, namorados, cúmplices…. enfim, o que seremos?
– Seremos felizes, e um pouco de tudo isso também.