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Opiniões e Devaneios

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Lendo Por Ai

Hoje, em minha hora de descanso, estava “foleando” as páginas da internet quando me deparei com uma matéria que me chamou a atenção.
Falava sobre a opinião de uma personalidade brasileira de nome Astrid Fontenelle. Por morar em Portugal não conheço seu trabalho na televisão brasileira, mas me chamou atenção suas afirmações, segundo o site, sobre comportamento.

Ela dizia que: “Não é que você precisa orientar a menina a não usar roupa curta, não beber, se dar o respeito, mas sim ensinar o menino a respeitar a mulher, independente do comportamento dela”.  (Extraído do site UOL, link no final do texto)
Minha opinião sobre este assunto está longe de ser machista, leiam com a mente aberta sem julgamentos precipitados.

Que o jovem (menino), precisa ser educado para respeitar sob qualquer circunstância, não há dúvidas, aproveitar-se de uma situação ou da vulnerabilidade de uma menina, mesmo interpretando como favorável é, no mínimo, ser mal caráter.
Apesar disto, entendo que o respeito deve andar junto com a decência, ambos são requisitos importante para se educar, seja para o menino quanto para menina.

Vejo situações de meninas nas ruas com saias curtas e sua preocupação é ficar puxando para baixo com medo que apareça mais do que se deve. Fico a pensar, se este medo existe, por que usar algo tão curto?
Esta é uma pergunta retórica, porque a algum tempo já desisti de entender, mas apenas aceitar a situação.
Bom, como homem, jovem e hétero, deveria estar defendendo este costume de algumas meninas, afinal é bonito de ser ver, mas aí entra a questão do respeito que mencionou a sra. Astrid.

Minha educação me favoreceu a respeitar sempre, e por isto questiono o porquê algumas delas usam roupas assim, não se trata de critica-las, mas posso manifestar a minha preferência.
Sou do tipo de homem educado que prefere pessoas mais recatadas no vestir, que ainda preserva o mistério do seu corpo e consegue seduzir sem provocar os instintos masculinos.
Ainda em cima do que penso, acho que certas roupas tiram a espontaneidade da mulher, que evitam certos movimentos porque estão "enclausuradas" em pequenos panos que podem mostrar o que não deveria aparecer.
Isto em minha visão de homem, posso estar falando do que não sei, mas certamente ambos precisam de atitudes como o respeito e a decência.
Muitas meninas, em meu ponto de vista, exageram no vestir, talvez seja uma questão de observarem se não estão a faltar com respeito a sua própria pessoa. Não apenas na questão das vestimentas, mas em muitas atitudes também.
Para que fique muito claro, em minha opinião nada justifica a violência sexual, mesmo que o agressor se sinta provocado.

Não é um alerta exclusivo para as meninas, mas para ambos, já que muitos perderam a noção de como se comportar em público.
Quando digo que as meninas precisam observar este detalhe, não quero dizer que devam fazer isto por causa das opiniões ou atitudes alheias, mas por elas mesmas, é saudável para o seu ego andar com roupas curtas correndo o risco de mostrar mais do que deveria?

Esta resposta não é necessária ser dada para este "careta" que vos escreve, mas cada uma de vocês, meninas, pensem nisto e respondam a si, afinal é a sua opinião que vale nesta questão.
Por outro lado, meninos, o respeito é um dever que precisamos carregar para toda vida, somos donos apenas do nosso corpo e responsáveis por nossas atitudes. Como as meninas se vestem ou deixam de se vestir é de responsabilidade delas, podemos ter nossas opiniões, mas devemos guarda-las para nós.
Afinal não são as vestes que definem uma pessoa, as aparências não formam avaliações definitivas de caráter. Olhar e admirar é permitido, mas sem emitir opiniões ou agir de forma impensada.

Todas merecem respeito, independente das atitudes. Andar nas ruas com roupas curtas, beber ou não se dar ao respeito como mencionou a sra. Astrid, é irrelevante quando se trata de respeita-las.  A questão que fica para que as próprias meninas respondam internamente, é se isto tudo é saudável para sua própria formação pessoal. Neste caso, o que nós homens pensamos não é importante.





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Mário Vargas LIosa

Link para matéria referida da UOL


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